— (Bukowski, A mais linda mulher da cidade em Crônica de um amor louco)
(Source: ovelhosafado)
— (Bukowski, A mais linda mulher da cidade em Crônica de um amor louco)
(Source: ovelhosafado)
Fico tentada a escrever, mas quero trair a tentação. Ultimamente as palavras vem ardendo, descendo dolorosamente pela garganta, arrancando pele de mim. Começam mansas e viram terremotos, furacões, fenômenos inteiros e fortes. Não posso escrever para não doer, mas, se dói, preciso escrever. São as…
— Camila Costa.
(Source: camilacosta)
— (Clarissa Corrêa)
(Source: quotes-e-mais)
— Abismo do Amor. (via breve-notas)
— Skank (via yourloveinreturn)
(Source: h-ey-there-delilah)
Vivi tantos, tantos anos nesses últimos meses. Fechei as janelas da casa e deixei uma fresta de luz entrar pela cortina. Não é exatamente uma queixa, gosto do escuro e preciso de uma flecha de luz pra contemplá-lo melhor. O quarto é vazio e ouço apenas o som da música que toca ao fundo, ecoando em ondas que desabam nos meus póros… Às vezes tremo quando as sinto percorrer-me as veias.
Vivo encoberto por uma neblina triste. Tristeza, não angústia, depressão, ou qualquer diabo, é tristeza. Sinto-me bem, à vontade, na presença de pessoas pesadas e, entendam, não há gozo em pensar, sonhar, ouvir, ou qualquer coisa do tipo, algo que exprima felicidade enquanto você é triste. O alívio que o peito dá a sorrir de cólera, deixar o chuveiro aberto sob minha cabeça, tomar banho no escuro, deitar e não saber onde estou ao acordar, dormir derramado em tosses, vencido pelo cansaço dos olhos, me perder de tudo… Perdido de mim, perdido do cárcere da minha alma: meu corpo.
Nem sempre eu tive esses olhos magoados. Nem sempre fui triste. A alma está tão intocável… O amor está tão longe. E eu tinha amor por ela, oh, tanto amor por ela… Ando perdido em algum bar medíocre, em uma esquina medíocre, tocando uma música medíocre, com meus dedos queimados e medíocres, com uma vida medíocre, vivendo decadentemente…
[e eu te espero, mediocremente, te espero no mesmo bar, na mesma mesa, pra reviver o nosso amor medíocre]
— Eurico da Fonseca, “Medíocre”.
(Source: outonodemim)